Fórum Internacional de Direito 2026 reúne pesquisadores e profissionais em atividades acadêmicas nas universidades de Valladolid e Siena
Realizado entre os dias 8 e 17 de julho de 2026, o Fórum Internacional de Direito reuniu professores, pesquisadores, magistrados, membros do Ministério Público, profissionais e estudantes em uma programação acadêmica internacional desenvolvida na Espanha e na Itália.
Promovido pela Escola de Direito da ALFA EDUCAÇÃO, em parceria com a Universidade de Valladolid e a Universidade de Siena, o Fórum foi estruturado em duas etapas complementares. Entre os dias 8 e 10 de julho, a Universidade de Valladolid recebeu o X Congresso Ibero-Americano de Direitos Humanos. Na sequência, de 13 a 17 de julho, a Universidade de Siena sediou a 12ª Summer School Democracia e Desenvolvimento.
Realizado na Faculdade de Direito da Universidade de Valladolid, o X Congresso Ibero-Americano de Direitos Humanos promoveu discussões sobre questões jurídicas, sociais, econômicas e tecnológicas relacionadas à proteção dos direitos fundamentais.
A abertura do congresso contou com a participação do Decano da Faculdade de Direito da Universidade de Valladolid, Javier García Medina, e do Diretor Superintendente e Reitor da ALFA EDUCAÇÃO, Thiago Matsushita. A direção acadêmica do evento também reuniu representantes da Escola de Direito da ALFA EDUCAÇÃO e da universidade espanhola.
Entre os temas abordados estiveram a proteção de grupos vulneráveis, as formas contemporâneas de escravidão, os direitos das pessoas idosas, a integração de imigrantes e o direito a um meio ambiente limpo e saudável.
A programação também analisou os mecanismos contemporâneos de proteção dos direitos humanos, incluindo jurisdição, arbitragem, inteligência artificial e os impactos das tecnologias digitais. Uma das discussões examinou, por exemplo, os riscos dos deepfakes para o direito fundamental à própria imagem.
Outras mesas discutiram governança digital, segurança pública, desenvolvimento econômico, regulação ambiental, inteligência artificial aplicada à Administração Pública, combate ao crime organizado e os limites do ativismo judicial.
No último dia, os participantes analisaram a responsabilidade empresarial na proteção dos direitos humanos, o cumprimento das decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos, o controle de convencionalidade e as obrigações relacionadas à sustentabilidade social e ambiental.
O congresso também abriu espaço para a apresentação de trabalhos científicos sobre acesso à Justiça, relações de trabalho, propriedade intelectual, sustentabilidade, liberdade de expressão, igualdade, políticas públicas, proteção de dados e governança algorítmica. A inteligência artificial ocupou posição de destaque, com pesquisas sobre decisões automatizadas, autoria, segurança pública e utilização de sistemas de IA no Poder Judiciário.

A abertura foi realizada no Dipartimento di Studi Aziendali e Giuridici e contou com saudações de Andrea Pisaneschi, Tania Groppi, Thiago Matsushita e Milton Penna. A aula magna apresentou reflexões sobre a crise da democracia e os desafios relacionados à legalidade, à segurança jurídica e aos precedentes judiciais.
Ao longo da semana, pesquisadores brasileiros e estrangeiros participaram de mesas sobre jurisdição constitucional, limites da atuação judicial, estabilidade econômica e funcionamento das instituições democráticas.
A programação também discutiu a posição do Brasil diante das novas ordens normativas internacionais, além das relações entre clima, território e democracia participativa.
Entre os assuntos contemporâneos abordados estiveram o uso da inteligência artificial pelo Poder Judiciário, a integridade pública e o enfrentamento à criminalidade. As discussões reuniram professores e profissionais vinculados a instituições acadêmicas e jurídicas do Brasil e da Europa.
Além das atividades acadêmicas, a programação proporcionou momentos de integração cultural entre os participantes. No dia 15 de julho, a delegação realizou uma visita à Vinícola Villa a Sesta, na região de Siena, ampliando a experiência internacional por meio do contato com aspectos históricos e culturais da Toscana.
O encerramento ocorreu em 17 de julho, com uma mesa dedicada às relações entre instituições, democracia e Direito Internacional. A conferência final propôs uma revisão dos conceitos tradicionais de democracia e uma análise dos novos desafios enfrentados pelos sistemas democráticos.
A realização do Fórum Internacional de Direito reafirma o compromisso da Escola de Direito da ALFA EDUCAÇÃO com a internacionalização, a pesquisa jurídica e a formação acadêmica conectada às transformações da sociedade.
Mais do que uma sequência de conferências, o evento proporcionou um ambiente de cooperação científica, circulação de ideias e construção de redes entre pesquisadores de diferentes países.
Ao reunir debates sobre direitos humanos, democracia, desenvolvimento, sustentabilidade, governança digital e inteligência artificial, o Fórum contribuiu para a formação de profissionais preparados para interpretar problemas jurídicos complexos e propor respostas compatíveis com os desafios contemporâneos.
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